10 sinais de alerta para se detectar o autismo

É provável que a maioria das pessoas nunca tenha ouvido falar tanto no Transtorno do Espectro Autista (TEA) quanto atualmente, mas ainda há dúvidas
sobre o que realmente é, seus sintomas e as implicações para o indivíduo.

O TEA é conhecido também de diferentes maneiras, como Transtorno Autístico
(Autismo), Transtorno/Síndrome de Asperger, Transtorno Desintegrativo da
Infância, Transtorno Global ou Invasivo do Desenvolvimento sem outra
especificação e é considerado um dos Transtornos do Neurodesenvolvimento.
Entre as organizações que oferecem avaliação diagnóstica para identificar
casos de TEA está a APAE DE SÃO PAULO,  referência  no  tratamento  de
deficiência  intelectual.  Por  meio  do  Ambulatório  de  Diagnóstico,
profissionais  investigam  sinais  característicos desta condição em
crianças, jovens e adultos. Os atendimentos podem ser realizados pelo Sistema
Único de Saúde (SUS) ou por planos de saúde e consultas particulares.
No diagnóstico é detectado se o paciente possui características que envolvam
prejuízos na interação social, na linguagem/comunicação, e se há padrões
repetitivos de comportamento.  A orientação é para que os pais, professores
e/ou responsáveis procurem auxílio médico quando há os seguintes sinais:

1. Pouco contato  visual:  a  criança  não  olha  quando  é  chamada  pelo nome  ou  não  sustenta  o  olhar.

2.  Não  interagir  com  outras  pessoas:  não  interage  com  outras  pessoas por  meio  de sorrisos, por exemplo.

3. Bebês que não fazem jogo de imitação: os bebês começam a imitar atitudes e comportamentos por volta dos seis a oito meses de vida, portanto, deve-se ficar atento quanto à ausência desse comportamento.

4. Não atender quando chamado pelo nome: a criança pode parecer desatenta,
pois não atende quando é chamada pelo  nome.

5.  Dificuldade  em  atenção  compartilhada:  não  demonstra  interesse  em
brincadeiras coletivas e parece não entender a brincadeira.

6. Atraso na fala: criança acima de dois anos que não fala palavras ou frases.

7. Não usar a comunicação não-verbal: não usa as mãos para indicar algo que quer.

8. Comportamentos sensoriais incomuns: se incomoda com barulhos altos, por vezes colocando as mãos nos ouvidos diante de tais estímulos; não gosta do toque de outras pessoas,  irritando-se  com  abraços  e  carinho.

9. Não brinca de faz de conta: não cria suas próprias histórias e não participa das brincadeiras dos colegas. Também não utiliza brinquedos para simbolizar personagens. Suas brincadeiras costumam ser solitárias e com partes de brinquedos, como a roda de um carrinho ou algum botão.

10. Movimentos estereotipados: apresenta movimentos incomuns, como chacoalhar as mãos, balançar-se para frente e para trás, correr de um lado para outro, pular ou girar sem motivos aparentes. Os movimentos podem se intensificar em momentos de felicidade, tristeza ou ansiedade.

Não há  medicação  para  o  TEA,  mas  há  casos  em  que  são
necessárias  medicações  para  controlar  quadros  associados  ao  autismo,
como  insônia,  hiperatividade, impulsividade, irritabilidade, atitudes
agressivas, falta de atenção, ansiedade, depressão, sintomas obsessivos,
raiva e comportamentos repetitivos. Em alguns casos, o indivíduo desenvolve
problemas psiquiátricos.

O tratamento do autismo baseia-se em estratégias como:

Treinamento dos pais: é a família que mais interage e estimula o comportamento
das crianças, portanto, um tratamento eficaz depende do auxílio dos familiares
e amigos.

Análise  Aplicada do Comportamento (ABA): a Metodologia de Análise Aplicada do
Comportamento (ABA – Applied Behavior Analysis) é um conjunto de procedimentos aplicados com o intuito de melhorar o comportamento socialmente
adaptável e a aquisição de novas habilidades por meio de práticas intensas.
Tratamento e Educação para Crianças Autistas e Crianças com Déficits
relacionados com a Comunicação (TEACCH): é um programa desenvolvido para
educadores. Desenvolvido na Universidade da Carolina do Norte, em Chapel Hill, e
iniciado em 1972 por Eric Schopler, tem sido amplamente incorporado nos
contextos educativos e contribuído para uma base concreta de intervenções do
autismo. É  também  chamado  de  estrutura  de  ensino,  pois  de  baseia  na
evidência  e  observação  de  que  indivíduos com autismo compartilham um
padrão de comportamento semelhante na maioria dos casos.
Psicoterapia em abordagem cognitivo-comportamental (TCC): a abordagem
psicológica demonstra ter eficácia nos quadros de ansiedade, autoajuda e
habilidades de vida diária.

Para a APAE DE SÃO PAULO, o diagnóstico precoce é fundamental para que o
indivíduo possa receber o tratamento adequado e desenvolver uma vida produtiva
e inclusiva, com chances de estudar e trabalhar. A Organização atua há 57
anos para promover assistência e desenvolver o potencial de seus pacientes, a
fim de  capacitá-los  e  incluí-los  na sociedade.

BIBLIOGRAFIA: GADIA, Carlos A.; TUCHMAN, Roberto; ROTTA, Newra T. Autismo e
doenças invasivas de desenvolvimento. Jornal de pediatria, v. 80, n. 2, p.
83-94, 2004.

Sobre a APAE DE SÃO PAULO

A APAE DE SÃO PAULO é uma Organização da Sociedade Civil, sem fins
lucrativos, que há 58 anos previne e promove a saúde das pessoas com
deficiência intelectual, além de apoiar a sua inclusão social e a defesa de
seus direitos, produzindo e disseminando conhecimento. Atua desde o nascimento
ao  processo  de  envelhecimento,  propiciando  o  desenvolvimento  de
habilidades  e  potencialidades  que  favoreçam  a  escolaridade  e  o  emprego
apoiado,  além  de  oferecer  assessoria  jurídica  às  famílias  acerca
dos  direitos  das  pessoas  com  deficiência  intelectual.  Pioneiro  no
Teste  do  Pezinho  no Brasil e credenciado pelo Ministério da Saúde como
Serviço de Referência em Triagem Neonatal, o Laboratório APAE DE SÃO PAULO
é o maior da América Latina em exames realizados. Por meio do Instituto APAE
DE SÃO PAULO, a Organização gera e dissemina conhecimento científico sobre
deficiência intelectual com pesquisas e cursos de formação.

Para colaborar, os interessados podem ligar para: 11-5080-7000, acessar www.apaesp.org.br ou enviar e-mail para [email protected].
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