A hora certa de tirar a chupeta do seu filho: você sabe?

O uso excessivo da chupeta pode trazer riscos para a criança. Veja dicas que ajudam pais e filhos nessa transição.

A chupeta costuma ser o melhor amigo da criança em seus primeiros anos de vida. Contudo, o uso excessivo pode trazer prejuízos para a formação bucal – o que faz com que pais busquem soluções para que seus filhos larguem o quanto antes.

O uso prolongado e excessivo da chupeta pode, por exemplo, causar alterações no osso do palato (céu da boca). A formação dos dentes também pode ser afetada, assim como a posição da língua, ocasionando problemas de fala e de ingestão de alimentos.

Mesmo assim, não há uma data considerada ideal para retirar a chupeta dos filhos. Naturalmente, por volta dos dois ou três anos, muitas crianças começam a desapegar do material – mas isso não é uma norma.

Os pais precisam levar em conta o crescimento de cada criança para perceberem os momentos adequados para iniciarem essa transição. Pode ser um resfriado, uma viagem ou até uma brincadeira que o faça ficar longe da chupeta por um período considerável de tempo.

Porém, algumas dicas são úteis e ajudam pais e filhos a passarem de forma tranquila por esta situação. Confira algumas delas:

  • Faça uma transição gradual

A dica mais importante é não forçar a retirada da chupeta. Se a criança utiliza na maior parte do tempo, é necessário reduzir aos poucos o seu uso. Não tire de forma abrupta! Isso evita situações traumáticas e estresse.

O ideal é mapear os horários e principais momentos que a criança recorre à chupeta. Por exemplo: se ela utiliza para dormir, retire assim que pegar no sono. Se ela utiliza em períodos de ansiedade, tente acalmá-la de outro jeito.

O importante é garantir que essa transição seja tranquila e sem sustos, garantindo o desenvolvimento bucal de forma saudável. Caso contrário, a chupeta terá um efeito contrário e a criança irá utilizá-la bem mais do que o necessário.

  • Encontre outras atividades

A criança utiliza a chupeta por vários motivos: dormir, relaxar, se acalmar, divertir, entre outros. Dessa forma, uma solução interessante é encontrar outras atividades que a fazem ter a mesma sensação que ela teria com o bico.

Se a chupeta for um objeto de brincadeira, busque outros brinquedos ou desenvolva brincadeiras interativas com toda a família. Durante a noite, conte histórias e converse com a criança para que ela se sinta segura e adormeça antes.

São atividades simples que os pais, irmãos, tios e primos podem fazer. Aos poucos, a criança não sentirá mais falta da chupeta e, inconscientemente, irá parar de utilizá-lo.

  • Resista e mantenha sua decisão

Retirar a chupeta do filho é um processo que leva tempo e exige paciência e boa vontade dos pais até ele largar de vez. Assim, entenda que em determinadas situações a criança vai fazer birra – e é nessa hora que você precisa resistir.

Mostre firmeza em sua decisão e não volte atrás. Se já retirou a chupeta em determinadas situações, como no sono, ou em horários específicos, não ceda à pressão mesmo que a criança esperneie bastante.

Se a criança já tiver largado a chupeta em todas as situações, o ideal é se desfazer delas para evitar que ela procure escondida e tenha uma “recaída” em seu uso.

  • Converse e estimule novos hábitos na criança

Não se engane: mesmo com crianças pequenas, o hábito de conversar ainda é uma das melhores soluções para problemas. Converse com as crianças sobre o assunto e tente mostrar que é hora de largar a chupeta.

Utilize uma linguagem que faça sentido para a criança e não tenha a vergonha de recorrer a desenhos animados ou até a exemplos de coleguinhas da creche ou escola para reforçar a importância de parar com a chupeta.

Além de expor os problemas que o uso frequente da chupeta pode causar, a conversa também mostra à criança que ela está crescendo. Inconscientemente, ela percebe que precisa largar “coisas de bebê”.

  • Busque informações e pesquise outras soluções

Não há uma fórmula mágica que faça a criança largar a chupeta no momento adequado. Dessa forma, os pais precisam buscar soluções que se adequem a sua realidade e possam demonstrar mais eficácia no processo.

Assim, o ideal é conversar com outros pais que já passaram por esta situação para entender melhor o que fazer durante esta fase de transição. Além disso, é essencial levar o filho a um dentista assim que nasçam os primeiros dentinhos.

O profissional conseguirá fazer uma avaliação completa dos dentes, gengiva e mandíbula, identificando pontos que podem ser melhorados, e recomendar diversos produtos odontológicos que auxiliam pais e filho nesta fase de vida.

Conte as suas dificuldades e experiências nesta fase também.

 

 

 

 

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