Já fui tentante e hoje tenho os meus maiores presentes.

Sempre tive família grande, cheia de crianças, alegria que contagiava em todas os encontros familiares, o meu sonho era ser mãe!

Aquela vontade de me tornar mãe começou dai, aquela paixão por criança sabe? Mas sempre eu e meu marido fomos sempre pé no chão sabe, éramos adolescentes ainda, não era a hora de atropelar as coisas.

Queríamos ter um futuro certo, com a conclusão da minha faculdade, trabalho certo…curtir o nosso casamento que foi em 2007.

Curtimos 4 anos do casamento e pronto, já possuía a casa própria, emprego fixo, agora era a hora de largar o anticoncepcional e ser mãe.

Mas não foi tão simples e fácil assim como eu imaginava.

Sempre morri de medo de engravidar mesmo tomando pílula e quando parei o sonho da gravidez não vinha por nada.

Foram vários meses, tentativas, testes de farmácia negativos, acima de tudo frustrações e aquela tristeza….o mundo parecia está grávida menos eu.

As tentativas duraram 2 anos, todas as idas a ginecologista não indicavam problema algum.

Então foi o momento de procurar um médico especializado em reprodução humana.

Na primeira consulta, sai de lá com frio na barriga literalmente, pensava, “Meu Deus, quanto tempo tomei pílula, morria de medo de engravidar e agora aqui estou conhecendo o outro lado, de mulheres tentantes e aqueles milhares de opções e tratamento.

Tinha que seguir, ir em frente e ver no que ia dar.

Fiz todos os exames que nunca havia feito na vida, inclusive a histerossanpilgografia (HSG) que é um exame ginecológico de raio-x com contraste utilizado para verificar possíveis anomalias nas trompas e na cavidade uterina.

Meu marido sempre acompanhando e fazia de tudo para essa fase ser levada da forma mais leve. Aliás quem está para fazer ou fazendo, esse companheirismo é super importante para o casal, especialmente a mulher.

Após levarmos nossos exames, maridão também teve que fazer, retornamos ao médico e a nossa conclusão não foi nada tão firme e causa conhecida aparentemente. Eu não estava disposta a tentar mais vezes, queria ser mãe!

Optamos pela fertilização in vitro e seguimos o conselho do medico, considerando ser a maior porcentagem de sucesso, mais ainda assim tinha as chances do 20% do resultado negativo.

Comecamos! Medicações, injeções todos os dias na barriga, religiosamente no mesmo horário. A clínica ensinou meu marido a forma certa de aplicar.

Meu medo de agulha, desapareceu!

O acompanhamento semanal com o médico, ultrassonografia para acompanhar o estímulo ovariano.

Marcamos a retirada dos óvulos, foram retirados 17 óvulos, era muitos, para este procedimento tomei anestesia daquelas bem leves que é dada através de uma máscara com medicação para eu dormir.

Foi cerca de uma semana para o processo de fertilização que ocorre na clínica, todos os dias me ligavam para falar quantos tinha fecundados na fertilização, quais eram as classificações deles, eles classificam entre os de melhores qualidade e os que não são da mesma qualidade.

O resultado foi 9 blastocistos (embriões) fertilizados.

Geralmente após a retirada dos óvulos e espermatozoides ocorrendo a fertilização naquelas plaquinhas já se coloca o blastocisto (embrião formado) no mesmo ciclo, mas comigo não foi assim, o primeiro desvio na trajetória que não esperava.

Não coloquei eles no mesmo ciclo.

Tive hiperestimulo ovariano devido ao grande estímulo na produção de óvulos durante o tratamento.

Perdi um ciclo por decisão do médico e prezando sempre pela taxa de sucesso, se colocasse eles nesse ciclo poderia ter um resultado negativo. Concordei e seguimos mais um mês, vida normal e na espera do grande dia.

Retornamos ao médico no segundo mês, desta vez o hiperstimulo já havia passado e surgiu um cisto, este também poderia prejudicar minha gestação. Este causado provavelmente pelas medicações, hormônios.

Foi mais um mês, mas no terceiro mês após a retirada dos óvulos e fertilização, chegou finalmente o quarto ciclo com tudo perfeito aos olhos do médico para colocar os blastocistos, prontinhos para a vontade de Deus, como disse meu médico no dia do implante me disse, “A minha parte termina aqui, agora é com Ele”.

A partir daí foram 15 dias de uma espera eterna para fazer o teste de gravidez….longos dias e eu não sentia absolutamente nada de diferente no meu corpo e segui a orientação do doutor em não fazer o teste de farmácia.

Depois de 15 dias fomos a clinica, fiz o exame de sangue e voltamos para casa.

Naquele dia tinha que ir trabalhar, aliás ninguém lá sabia do tratamento que estava fazendo, somente nossos pais. Resolvi ficar em casa, esperando até meio dia quando iriam me ligar para dar o resultado.

E finalmente recebi a ligação do médico da clínica que ao atender ele disse: “Oi, super mamãe, você esta gravidisima!” , palavras essas que guardo até hoje.

Mistura de choro, emoção, comemoração, chegou a minha hora!

A criação e ajuda deles foi toda por nossa conta, não quis baba, eu recebi o presente, eu queria dar conta do recado. Mas também tive a ajuda do “anjo” da minha casa, a “Bebé”, aliás foi nela que dei o primeiro abraço depois da ligação do médico, porque meu marido já estava no trabalho e ele havia conversado com o médico que independe do resultado, ligasse para ele, pois queria estar ao meu lado caso o resultado fosse negativo.

Depois que me tornei mãe do Gabriel e Gustavo, a nossa vida mudou, virou do avesso, mas sempre enchendo nossos corações de amor.

Família completa, família feliz!

Confira também o post aqui no blog sobre o nascimento.

O nascimento, prematuro.

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