Mamãe no Ar: Christina Martins Cerqueira Canic

Quando convidamos a Chris para contar a sua história no Mamãe no Ar ela simplesmente respondeu: A minha história não é interessante.
Fica a pergunta: Como a história de amor de adolescentes que tem como frutos duas crianças lindas pode não ser interessante?

“Oi! Meu nome é Christina!

Sou técnica em prótese dentária, tenho 36 anos.

Demorei muito pra escrever, e embora ache minha história bem normal, adorei o convite das meninas pra contá-la aqui!

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Conheci meu marido na adolescência, foi meu primeiro e único namorado. Namoramos 12 anos até nos casarmos, em 2007.

Como comecei a namorar muito cedo, realmente não pensava em casar aos 20 ainda. Então assim fomos até meus 26 anos.

Com 5 anos de casados resolvemos que seria um bom momento pra termos filhos, mas 2 anos se passaram e ainda eu não havia engravidado.

Começamos a de fato investigar e quando eu já achava que precisaria mesmo de tratamento, me descobri grávida. Eu demorei a acreditar que estivesse mesmo grávida! Pois tanto tempo sem conseguir, e num mês que, teoricamente, seria “fraco” pra um casal tentante (se é que vocês me entendem! Rs…..), conseguimos!

Só pra gente perceber que tudo tem a hora certa, e nem sempre é na hora que a gente acha que seria certa, né?!
Gravidez super tranquila, sem mal estar, trabalhando até o finzinho… Eu desejando um parto normal… Mas sem informação nenhuma quase sobre o assunto. Somente mesmo o que o médico me passava.

Acabei numa indução mal sucedida de parto normal, que virou uma cesárea. Tive um pós muito, muito dolorido, mas achava que havíamos feito todo possível pra ter o parto que eu desejava… Estava em paz com isso.

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Bernardo veio como um anjo nas nossas vidas, um bebê incrivelmente bonzinho, muito tranquila essa nova fase de descobertas com ele… Eu brinco que foram umas “férias” esse tempo em casa com ele! O próprio pediatra dizia que ele era um ponto fora da curva mesmo… Pouco chorava, nunca teve cólicas, ficava bem em carrinho, cercadinho, bebê conforto… Enfim… Achamos tão “fácil” que me animei em ter o segundo rápido.

E como achávamos que íamos demorar a conseguir novamente, logo começamos a tentar. E pra provar mais uma vez que as coisas acontecem quando têm que acontecer, e não quando a gente acha que seria melhor pra nós, no primeiro mês de tentativa, eu estava grávida!!! Totalmente o oposto da primeira vez.

Bernardo tinha 1 ano e 11 meses quando nasceu a Bruna.

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Dessa vez num parto normal batalhado, recheado de descobertas de um mundo novo e maravilhoso que é o da humanização do parto, do respeito à hora do bebê nascer, do respeito a mulher parir… Mas junto vieram as descobertas ruins, que até então pra mim eram desconhecidas  também… Da máfia do jaleco branco, de toda essa indústria, enfim… Esse é assunto pra outro texto! Rs…..
Me realizei totalmente no segundo parto, embora ainda não tenha sido totalmente humanizado, mas foi como idealizei pra mim no momento.

Bruna me fez passar por momentos que nunca passei com o Bernardo: noites mal dormidas, solicitação de atenção constante, chorava muito… Dias difíceis, me fazendo na marra a ter uma paciência que nunca tive!!! Por outro lado com ela consegui alcançar o que, assim como no primeiro filho, desejei e não consegui: aleitamento exclusivo até o sexto mês, sem complementos. E acabei descobrindo com ela o aleitamento prolongado. Hoje já passamos dos 24 meses de aleitamento. Come tudo, mas mamando no peito.

Às vezes amo que ainda seja assim, às vezes cansa muuuito! Rs…

Após o nascimento da Bruna, não consegui voltar totalmente ao trabalho. Tenho um laboratório de prótese, mas como trabalho sozinha, ficou parado um período em função das crianças. Embora eu tenha voltado após o nascimento do Be o levando comigo todos os dias pro laboratório, quando Bruna nasceu ficou bem mais complicado. Então resolvemos que eu ficaria em casa cuidando deles.

Nesse meio tempo acabamos por trazer o laboratório pra casa, pra poder voltar à ativa aos poucos, alternando os cuidados com as crianças com minha atividade profissional.

E desde o fim do ano passado, ainda me descobri vendedora!

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Passei a importar roupas infantis e fazer atendimentos via WhatsApp, redes sociais e participar de bazares, tentando complementar a renda.

Essa última atividade a maternidade que me trouxe… E estou adorando! Quem não gosta de garimpar roupas de bebê e criança nos sites??? Rs… Adoro ajudar as clientes mamães a montarem enxoval, acabamos muitas vezes virando amigas! Quanta figurinha a ser trocada!

E quem disse que após ser mãe a mulher desenvolve ainda mais a habilidade de se virar em mil, realmente tem toda razão, não é meninas?!

Assim seguimos por aqui…

Me divido entre meus dentinhos da prótese, minhas roupinhas com as clientes queridas e cuidando dos dois bem de pertinho enquanto eles ainda são pequenininhos.

E sou grata por ter a oportunidade de ter feito cada uma dessas escolhas!

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O Afeto de Mãe é muito bacana! Sempre com dicas de todos os tipos e mamães sempre dispostas a se ajudarem!

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Ligada no 220, sempre tentando melhorar e querendo muito ser mais zen…… rs……

Ser feliz é estar em paz, cercado do amor da família e dos amigos.

Após a maternidade descobri que nossos limites vão muito além do que pensamos que poderia ir. Em todos os sentidos. E que podemos nos redescobrir,  nos reinventar… Como mulher, como profissional, como filha…”

Chris, nós agradecemos a sua participação no Afeto de Mãe. A sua história é linda e interessante simmmm! Beijos.

Texto enviado por Christina Martins Cerqueira Canic

Imagens: Acervo pessoal de Christina

Postado por Carla Ikeda Biscaldi Clobucar do Blog Afeto de Mãe

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