O que é a criação com apego? – parte 1

Muito se fala atualmente em “criação com apego”, mas o que é isso? Você já parou para pesquisar? Eu fui atrás de um conteúdo que explicasse tudo sobre esse assunto.

O assunto é muito extenso e grande, por isso vou publicar aqui em partes, assim vocês vão me acompanhando.

Depois que li sobre o assunto percebi aqui em casa já praticamos isso em vários aspectos, acredito que você papai e mamãe que vai nos acompanhar vai se identificar também dentro desses 8 princípios que consiste a criação com apego.

Hoje vou passar para você um pouco sobre o que significa isso.

A missão da Attachment Parenting International (API) é promover práticas de criação que criam vínculos emocionais fortes e saudáveis entre pais e filhos. A API acredita que a prática da Criação com Apego (do inglês Attachment Parenting – AP) atende às necessidades da criança de confiança, empatia e afeição, provendo a base para uma vida repleta de relacionamentos saudáveis.

Enraizado na teoria do apego, a Criação com Apego foi estudada amplamente, durante mais de 60 anos, por pesquisadores de psicologia e desenvolvimento infantil, e, mais recentemente, por pesquisadores estudando o cérebro. Estes estudos revelam que bebês nascem com fortes necessidades de ser alimentados e de permanecer fisicamente próximos ao cuidador principal, normalmente a mãe, durante os primeiros anos de vida. O desenvolvimento emocional, físico e neurológico da criança é amplificado quando as necessidades básicas são atendidas consistentemente e apropriadamente. Estas necessidades podem ser resumidas a proximidade, proteção e previsibilidade.

O choro, agarração e sucção do bebê são as primeiras técnicas para manter a mãe por perto. Enquanto a criança cresce e sente-se mais segura em seu relacionamento com a sua mãe, ela está mais apta a explorar o mundo ao seu redor e a desenvolver laços fortes e saudáveis com outras pessoas importantes em sua vida.

A fim de ajudar os pais em sua jornada, a API criou Os Oito Princípios da Criação com Apego. Estas orientações são fundadas em investigações sérias e são conhecidas por serem eficazes em auxiliar crianças a desenvolver ligações seguras.

A API reconhece que cada família tem circunstâncias únicas, com recursos e necessidades distintas. Os Oito Princípios da Criação com Apego se propõem a ajudar pais a entender melhor o desenvolvimento normal dos filhos, a identificar as necessidades de seus filhos, e a responder aos seus filhos com respeito e empatia. Educando-se sobre o desenvolvimento e saúde de seus filhos, os pais tornam-se mais conscientes e sintonizados com as necessidades de seus filhos, quando tomam decisões.

Desenvolvido para promover uma ligação otimizada, estes princípios são definidos de maneira desenvolvida e abrangente o suficiente para serem aplicados a uma grande extensão de realidades familiares. Estes princípios podem ser aplicados através das práticas traçadas neste documento. Os Oito Princípios tratam dos comportamentos que promovem o apego, que podem ser iniciados durante a gestação e estendido até os sete ou oito anos do seu filho.

Apesar de termos como “mãe”, “pai”, e “cuidador” serem usados em Os Oito Princípios, a API abraça a diversidade das estruturas familiares e valoriza todas as pessoas na vida de uma criança que estimulam um relacionamento com apego, com a criança sob seus cuidados.

A API também publicou um documento tratando da preservação do apego com crianças mais velhas.

A Criação com Apego não é uma receita de bolo para criação de filhos, portanto, a API recomenda que os pais usem seu próprio julgamento e intuição para criar um estilo de criação que incentive o apego, e que funcione para sua família. Algumas práticas listadas em Os Oito Princípios são inerentemente mais “promotoras de apego” que outras.

“Pegue o que funciona para a sua família e deixe o resto.” Este sentimento também se aplica para quando entramos nas próximas postagens falando dos Oito Princípios.

Nas próximas postagens vocês irão acompanhar cada um dos 8 princípios que vou apresentar a vocês.

Continuem acompanhando.

Beijos,

Bianca

Fonte de pesquisa: http://www.attachmentparenting.org/

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