Sabia que crescer pode doer?

Muitos já ouviram seu filho se queixar de dor nos membros inferiores, esta dor pode ser a dor do crescimento, saiba mais sobre ela e como amenizar a dor.

Popularmente conhecida como ‘dor do crescimento’, a dor em membros é queixa comum no atendimento ambulatorial pediátrico e ortopédico. Ocorre predominante entre a faixa etária de 6 a 19 anos e corresponde a 15% das principais dores nas crianças.

A médica pediatra Denise Katz, alerta sobre a forma correta de tratar e minimizar essa dor que pode ser bastante desconfortável.

O crescimento da criança pode ser influenciado por alguns fatores, como a altura familiar, alimentação, doenças severas e estresse emocional. Nesse período, além de um pouco desajeitadas, as crianças podem sofrer com alguns efeitos nada confortáveis, como: febre, dor de cabeça, dores nos membros inferiores, como a região da panturrilha, atrás dos joelhos e coxas.

Os especialistas associam esses sintomas à dor do crescimento e a definem como é uma dor noturna, súbita e não articular, que acorda a criança na idade pré-escolar e escolar e tem duração de 10 a 15 minutos. Seu inicio é comum no fim da tarde e noite, quando a musculatura relaxa. Em algumas situações, a dor é de forte intensidade, limitando a qualidade de vida nos aspectos físicos, emocionais, sociais e escolares.

“Em 90% dos casos, as dores nos membros não são orgânicas, assim como observado nas cefaleias e dores abdominais recorrentes. Por isso, é preciso ficar atento aos fatores que causam a dor, como: estresse, frio, atividade física excessiva e anormalidades ortopédicas e posturais. O diagnóstico da ‘dor do crescimento’ é efeito em avaliação médica por exclusão de outras doenças. E pode ser prevenida evitando situações de estresse e com o incentivo de práticas físicas de baixa intensidade.

Para aliviar a dor, uma vez que ela já se faz presente, é recomendado o uso de analgésicos como Ibuprofeno”, explica a médica.

Publicado por: Bianca Bresciani