Surpreendentemente estávamos gravidos!

Foi no dia 10/05/2011, que acordei achando que havia passado muito tempo da data do meu último ciclo então só podia ter algo errado com os hormônios da tireóide.

Da minha tireóide não, pois devido a um câncer anos antes, eu tive que extraí-la e desde então faço reposição hormonal, mas comecei a pensar e me preocupar com os exames que eu não havia feito nos últimos dois anos. Como pude ser tão relaxada?

Peguei a guia de dois anos atrás do endocrinologista que nunca colocava data porque já sabia que eu sempre me esquecia de fazer e fui ao laboratório. Junto levei as guias de exames de rotina do ginecologista.

Lá a atendente me perguntou a data da última menstruação enquanto fazia a minha ficha e eu simplesmente não fazia ideia. Só me lembrava de curtir o carnaval no Camarote Brahma, ir ao Rio Boat Show algumas semanas depois e estar no feriado do Dia do Trabalho na piscina. Na hora já pensei: “Nossa, todos esses eventos e eu não lembro da última vez. Faz tempo mesmo. Que sorte!”

E então eu respondi que deveria ser no final de janeiro.

Na incerteza da data, a atendente se levantou e depois de alguns minutos voltou com a informação de que eu só poderia fazer os exames Papanicolau e Colposcopia se a gravidez desse negativo no exame BetaHCG, pois corria o risco de aborto. Oi? Por que só eu dizer que não estava grávida não bastava? Não tinha pedido do Beta nas guias então eu teria que fazer particular.

Me irritei. Levantei e fui ao shopping.

No dia seguinte o meu marido disse para eu ir a outro laboratório e ser mais esperta e falar outra data que não fosse em janeiro. Naquele dia ele só trabalharia no período da tarde e saiu para ir à padaria. Voltou com um pacote de pão numa mão e na outra um teste de gravidez de farmácia. Joguei na gaveta e lá ficou.

No domingo seguinte ele acordou e brincou: “Já fez xixi no copinho?”

Eu virei os olhos e respondi: “Não, vou lá!”

Para a nossa surpresa apareceram dois risquinhos azuis no visor do teste e isso podia significar que eu estava grávida de quase quatro meses. Naquele domingo era Dia das Mães. Nada comprovado, mas teoricamente o meu primeiro Dia das Mães.

Passamos juntos com a família mas não contamos a ninguém. Queria ver para crer, afinal, eu não sentia nada, o peso na balança continuava o mesmo, meus ovários são invertidos, tenho endometriose e tínhamos uma viagem programada para o final de julho. Impossivel uma gravidez!

O meu primeiro ultrassom já foi o US do Primeiro Trimestre, pois o meu médico acreditou no teste de farmácia e nem quis fazer no consultório.

Surpreendentemente estavamos grávidos!

Já nesse primeiro Ultrassom o médico disse que não era para sair correndo e comprar o enxoval todo cor de rosa mas que se a experiência dele não falhasse naquele momento, o palpite dele era de que via uma menina enquanto passava o aparelho pela coluna vertebral. Nunca entendi o palpite, mas não falhou!

Quem me conhece sabe que sou péssima com datas. Esqueço o meu próprio aniversário mas esse dia 10/05/2011 ficou na minha memória. Acho que nem foi pelo episódio da desconfiança da gravidez mas sim porque coincidiu de ser o aniversário da minha Nonna. Ela já havia falecido. Sempre me falava: “Vocês netas demoram tanto para se casar que dificilmente eu conhecerei outro bisneto. Ela conheceu apenas um. Hoje teria 9 sendo a Isabella a única menina. Com certeza estaria curtindo muito.

 

 

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